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SELECIONADOS FESTIVAL LITERÁRIO SARTRE COC - 200

PROSA – ENSINO FUNDAMENTAL

Que mãe é essa !!!? (Bernardo de Sá Teles Passos - 5ª 4)

Numa tarde calma na delegacia de tráfico e entorpecentes,um grupo de dez presos da cela 34, planejavam uma grande fuga. Fazia vários dias que  pensavam em como fugir dali.Tentaram de tudo: subornaram o carcereiro,deram murros na parede e até tentaram cavar um buraco. Por fim,quando o delegado achava que já tinham desistido, eles entraram novamente em ação e desta vez com um novo plano: perceberam que as grades de uma das janelas estavam enferrujadas,e desceram através de lençóis amarrados.

Um vizinho que morava próximo à delegacia viu tudo,
mas quando conseguiu ligar para o delegado já era
tarde demais,pois o delegado estava “pendurado” no telefone.
Passaram vários dias procurando os fugitivos e nada.
Até que num belo dia… bem, menos para um dos fugitivos,
o mesmo se apresenta ao carcereiro que, para sua surpresa,
não o reconheceu e disse:
-Desculpe,mas não estamos em horário de visitas.
Com cara de espanto o fugitivo diz:
-Você é mesmo incompetente,não reconhece nem os presos!
De repente o delegado aparece e pergunta o que está acontecendo.
O fugitivo responde que quando chegou em casa, sua mãe lhe dera uma bronca
e o mandara voltar para cumprir sua pena na prisão.
Todos os presos falaram em coro:
-Que mãe é essa !!!? 

Minha mãe (Artur Maia de Souza Neto - 6º Série 5)

Vou dedicar esse texto para minha mãe. Ultimamente nós temos brigado muito e por pequenas besteiras. Talvez seja porque eu estou na puberdade, a idade onde tudo vira confusão. Talvez seja porque estou formando minha personalidade e minha mãe não goste disso.

Seja porque for, nós sempre nos reconciliamos, porque ela é MINHA MÃE. Sempre que uso a palavra ‘’MINHA’’ fico um pouco constrangido. Não podemos usar pronome possessivo nas pessoas, até porque ‘’minha’’ mãe é livre, então vou usar a palavra minha entre aspas.

Voltando ao assunto ‘’minha’’ (entre aspas) mãe dedicou a vida dela a mim. Claro que ela tem alguns defeitos - todo ser humano tem - mas por pouco ela não é perfeita.

Ela me deu coisas materiais... mas... muito amor. Amor! Bonita palavra, eu não gosto de usá-la muito... talvez seja orgulho.
           
Quando nós brigamos, ‘’minha’’ mãe sempre diz ‘’Você só vai reconhecer o meu amor de mãe quando eu não estiver mais aqui’’.

Fortes palavras. Eu reconheço tudo o que ela faz (...), mas  queria resumir tudo em cinco palavras apenas:

‘’Eu te amo minha MÃE!’’

Um dia daqueles ! (Bernardo Teles - 5ª 4)
           
Como se não bastasse ter acordado tarde, o dia estava escuro e chuvoso. Parece que tudo nesse dia tinha que dar errado.
Ao atavessar a rua, Samuel  percebeu que tinha esquecido o agasalho, quando um veÌculo passou, jogando toda água de uma poça sobre ele.
Depois de perder alguns minutos xingando o motorista, seguiu em frente até o ponto de ônibus, mas para o seu desespero o ônibus que ele ia pegar tinha acabado de partir.
Depois de 45 min esperando embaixo de chuva conseguiu pegar o próximo ônibus,que para o seu azar,estava lotado.
Após muitas paradas,chegou em seu trabalho totalmente encharcado, e atrasado... Então recebeu um recado:
-Samuel, nosso chefe está te esperando para uma conversa séria!.
O pobre Samuel já não sabia se tremia de frio ou de medo... O que o chefe lhe diria? Chegando na sala do Chefe, ele tentou explicar o atraso, e o seu estado, mas …
-Você está demitido! Onde já se viu xingar o próprio chefe no trânsito!!!
-Mas chefe! Era você…???

PROSA – ENSINO MÉDIO

Amado trabalhador brasileiro - (João Pedro Silva - 1º 2)

Navegando pelas gotas de chuva, banhando-se diariamente na eterna luz do sol, beijando esta terra, este barro de todos os dias, sentindo o vento do equilíbrio bater em seu rosto trazendo a recompensa do cotidiano repleto de luta, no mais novo paraíso.
Pobre infeliz desperta assustado naquela mesma cadeira de sempre, no mesmo ônibus sujo de sempre, agora maquiado com simpáticas televisões e charmosas câmeras prontas para captar o sorriso do ladrão. Mas, que definitivamente não lhe tiravam a atenção da janela,  de onde ele conseguia enxergar claramente aquele cinza cheio de dúvidas e preocupações, que cortava as manhãs de céu azul desfazendo por completo a falsa sensação de paz.

A pão e água, como todos os dias, destinado a atingir a sua meta que ele não ousaria usá-la para nada mais que não fosse a confortante sobrevivência. Seus maiores companheiros de trabalho eram os únicos que lhe garantiriam o tão precioso básico: sua força e sua inteligência. Sua esperança, era observar a honestidade das formigas no seu contínuo grupo de confiança, espalhando o trabalho sempre correto em suas colônias, fornecendo a todos igualdade e tranqüilidade.

Que pena uma simples ilusão. Acorde! Humanos são ambiciosos e gananciosos.
Hoje não se consegue mais distingir o que é terra do que é formigueiro, não se enxerga mais honestidade sob as marcas do chão pisado.
As mãos já não estão dadas, o sentimento puro desapareceu, não se luta mais por nada ou por ninguém. Paira a dura e simples realidade de que a gravidade cheia de obrigações e metas vazias, impede-lhes de darem as mãos e voar.
E desta forma continue cantando o hino de seu país, levantando a bandeira da pátria amada, e trabalhando, trabalhando muito. E se tiver, guarde o dinheiro para o túmulo, pois a sociedade brasileira já cavou a sua cova. Oh amado trabalhador brasileiro.

 

VIDA  (Arthur Andrade – 1º 8)

            Nasci sem saber como seria minha vida. Enxerguei luzes estranhas que faziam meus olhos arderem. Ouvi ruídos insensatos e inaudíveis. Senti odores fortes e diferentes em meu nariz.Vi seres maiores que me faziam sentir-me frágil diante deles
            A fome e a sede eram contínuas, porque eu não sabia como cuidar delas. A minha solução era chorar e chorar, talvez por instinto. Vinham seres e me alimentavam, acariciavam, passavam tempo comigo. Eles não eram estranhos, eram minha família. Minha rotina era dormir, brincar e aprender a viver como outros.
            Cresci, virei uma criança, com sonhos e mais sonhos. Minha curiosidade era imensa, sem limites, pura, mas inocente, verdadeira. Sempre gostei de pegar no que era diferente ou nada convencional. Meus pés me levavam aonde eu não podia ir, não importando se eu me machucasse. Eu não tinha medos, besteiras, manias. Era tudo muito bom.
            Todos os dias forma úteis para o meu crescimento. Não chorei por qualquer problema como antes eu fazia. Tudo estava mais nítido para mim, pois meus sentidos não eram mais sensíveis. Mas eu passei a conviver mais com pessoas diferentes ou pouco parecidas comigo. Minha rotina era agora não brincar mais tanto, mas estudar e aprender.
            Cresci mais um pouco e virei o que os adultos chamam adolescente. Nessa fase eu fiquei diferente. Eu tinha certa noção de realidade, obscura e dura, que não poupava um só indivíduo. Passei a ter medo de certas coisas, frescuras, dificuldades, nada igual a tempos atrás. Fiquei com a personalidade mais explosiva, menos alegre, mais racional.
            Tive problemas contrastantes com o sexo oposto, ora eu gostava de ficar perto, ora eu detestava. Minhas preocupações nessa fase eram com o meu futuro, com a minha vida na sociedade. Minha curiosidade era abafada com o que chamam de conhecimento humano. Passei a me preocupar com o que não era necessário, mas que era pedido. Não chorei mais como antes, aprendi a abafar a vontade de chorar com a vida.
            Evolui e virei adulto. Ser preocupado em viver com tudo o que aprendeu na vida. Interessado em chegar ao máximo do que pode produzir e acumular. Mas triste por não poder voltar à velha inocência da infância. O que é mais chato é ter de aceitar essa vida repetitiva e monótona.
            Me casei, tive filhos, mais bocas para alimentar, mais problemas para aturar. É interessante como o que se quer tanto é o que menos se consegue. É engraçado como trabalhei duro para não ser reconhecido pelos meus superiores. Não deveria haver divisão no trabalho, pois os chefes sempre se acham superiores. Não é a vida que eu quis quando criança
            Envelheci, virei idoso. Vi meus filhos crescerem, minha esposa ficar idosa, meus dedos enregelharem. A minha vida não foi a melhor de todas. Mas se eu pudesse viver tudo de novo, não mudaria nada. Com a morte, espero viver tudo de novo, outra vez, se eu puder.
            Estrelas brilham no céu, como as flores realçam no campo. Mundo belo como o nosso não há igual. Natureza exuberante como a nossa, não há igual. A vida será especial. Viver sempre será importante.

 

O Sonhador Herói (José Eduardo Mandelli Garber - 3º 3)

Como era o sonho desse indivíduo, transformar letras em palavras que por si só, comporiam um poema. Como era sonho dele que tudo que dicesse fosse verdade.

Queria levantar o queixo e dizer letras, palavras, frases que por si só se explicavam.Vivia uma vida medíocre. Enganava os outros sem menos perceber. Vivia de máscaras, até porque, como não sabia qual era a sua, uma havia de lhe encaixar.

Pobre coitado, viveu apaixonado por um amor que lhe escapava às mãos como se todas as mentiras e falsas promessas que contava, corroesse esse lindo e verdadeiro amor.

Como havia se encantado por um sorriso; Que por si só compôs poemas e poemas. Queria ser como aquele sorriso: auto-explicativo. Como podia viver sem pensar nele? Nossa! Como? Sorriso sorria alegre e sorridente, e que muito interessantemente, me fazia sorrir também. O mais interessante desse sorriso é que era difícil de mantê-lo, por isso uma missão. Nossa! Como era difícil! Carinhos, abraços, beijos. Não importava o que faria aquele sorriso sorrir, ele faria com que aquele poema sem mantesse escrito e vivo; afinal era lindo.

Esse indivíduo era um ser curioso, fazia questão de certas coisas, e não fazia de outras parecidas. Queria saber o que não podia. Era muito ciumento, nossa, como era! As coisas se tornavam complicadas. As coisas não iam muito como esse cara pretendia. Manter viva e escrita uma composição de letras, frases, poema, tornou-se uma missão quase que “impossível”.

Esse cara teve azar, percebeu que aquele sorriso não era mais o mesmo, não era mais alegre, sorridente, lindo. Era um como outro qualquer. Abraços traziam nojo, beijos mais vontade que não encostar. O que poderia fazer para que aquele amor que tanto amava não morresse? O que faria? O que faria? Que responsabilidade! Mentiras, máscaras, ilusões, disfarces... Que pobre desumano faria isso para que um amor, poema, sorriso fosse preservado? Eu! Eu faria, eu fiz!

Não me considero culpado pelas penas desumanas que cometi. Me sinto bem diante dessas atrocidades. Porque? Porque às vezes temos que ser flexíveis, mas na medida do possível. Sei que as atitudes tomadas poderiam ter passado por uma segunda análise, mas não passaram. Foram precipitadas, sim, foram, mas foram imediatas para o problema. Menti, fiz perder confiança, pedi um amor de tantas promessas prometidas, algumas cumpridas e outras sem tempo de poderem ser. Queria que fosse, eram lindas.
Meu sonho é poder ser herói. Mentir, beijar e ser um paria são características de um herói. Esse herói sente-se triste por fazer coisas ruins, mas é o único que pode o fazer.

É paria, é o escudo, é aquele que pode fazer com que tudo de ruim reflita sobre ele. E quanto às coisas boas, ele absorve, sem muito comemorar ou se esbanjar, apenas leva isso como um acerto. Acertos e erros são relativos, em uma discussão não há certos e errados, apenas pontos de vista divergentes, e o herói sabe disso, e sabe da maior, ele é o errado, sempre.
Tenho sonhos, um deles é ser herói. Tenho erros sobre minhas costas, mas esses, eu encaro como bagagem para que um sonhador realize um sonho, e esse mal vire um bem.

“Transformar o bem em uma especialidade”, com isso o herói vive, ou pelo menos tenta viver, afinal, sou apenas um sonhador de baixo escalão com metas muito superiores ao “alcançável”.

 Não se preocupe, tudo ficará bem (Melina Fernandes Santos Soares - 2º 4)

Tentei só me lembrar dos seus olhos grandes e azuis e das suas palavras, quando me dizia calmamente: "não se preocupe, tudo ficará bem". Tentei me lembrar disso quando estava viajando, estava viajando para outro estado. Tudo bem, tudo bem. Eu só iria ficar um mês fora, para você isso pode ser muito dramático, mas, eu ia sentir falta dela.
Seria difícil seguir um passo, fazer as coisas sem a minha namorada do meu lado. Quando tomei a decisão de ir com meus pais nessa jornada profissional deles fiquei meio inseguro, na verdade, eu não queria ir. Mas, meus pais disseram logo: "você vai, não vamos deixar você em casa sozinho para ficar fazendo festas enquanto nós estamos lá nos matando de trabalhar e estudar". Quando eles me disseram isso, engoli à seco. Eu era um cara de 18 anos que não fazia faculdade e só fazia cursinho pré-vestibular. Não trabalhava e o máximo que fazia em casa eram algumas tarefas domésticas. Acho até que meus pais desconfiavam do meu potencial e muitas vezes se perguntaram porque eu não aparentava tanto interesse, porque meu futuro não parecia tão promissor quanto o deles. De fato, isso nunca me importou lá no fundo, tentei seguir em frente, mesmo com essa pedra no caminho.

Seria um mês que poderia passar rápido - ou não -. Mas, naquele momento a dor de deixar Luiza era enorme. Comecei a namorá-la quando tinha meus 15 anos. Na verdade não foi nada sério no início, mas, logo percebemos que estávamos destinados a ficar juntos para sempre. Sempre gostei dos seus olhos grandes e azuis, eram sua marca e que chamavam atenção na sua face. Ela era muito expressiva, calma e me passava tranqüilidade quando eu mais precisava, era o meu 'eu' segundo, era a parte que me mantinha equilibrado e com os pés no chão.
Logo após seis meses juntos, ela me disse "eu te amo". Estávamos no cinema e acho que nunca esperei tão ansiosamente para ouvir alguma coisa desse tipo de alguém, minhas pernas ficaram tremendo e eu não soube o que falar. Ela ficou com uma cara estranha, como se dissesse: "você não me ama?". Fiquei tão nervoso que abracei-a forte e ela percebeu que aquilo era a minha forma de dizer que a amava mais do que tudo e que queria ali, ao meu lado para sempre.
Você entende o que eu quero dizer? Você só poderá entender se já se apaixonou, se já dependeu de alguém para viver. Se não, sinto muito, mas, melhor parar de ler por aqui. Tudo parecerá monótono e chato demais para você.

Quando parti, ela foi me dar 'tchau' no aeroporto e mais uma vez a abracei forte, sussurrando no seu ouvido: "me mantenha no seu coração por todo o tempo, te amo mais que tudo e logo logo estou de volta". Ela, com lágrimas nos olhos, sorriu e disse: "não se preocupe, tudo ficará bem. Te amo, minha metade". "Minha metade". Era engraçado, ela me chamava de "minha metade" e isso era totalmente reconfortante para mim. Parecia que ela sentia que nós erámos um só corpo, uma só alma.
Os dias no tal estado com meus pais não foram tão difíceis, na maioria das vezes eu ficava no hotel ou  visitando a cidade, conheci alguns filhos de amigos dos meus pais que também haviam embarcado com eles nessa viagem cheia de aprendizados, como dizia meu pai. Meu pai era mais sensível com relação aos amores do que minha mãe e percebeu como eu me senti quando disse que iria sentir muita falta de Luiza. Ele compreendeu, mas, exigiu que eu fosse com eles. "Em algum momento, se separar de Luiza talvez seja inevitável". Afirmou.
Quando o mês estava na metade, liguei para Luiza e ela disse que estava tudo bem, mas, que a saudade era enorme. Quando ela disse que sentia muita falta, meu coração apertou. Se você entende o que eu quero dizer, quando se está longe da "sua metade" os dias não são tão coloridos como realmente são naturalmente e você acorda sentindo que falta alguma coisa, que seu corpo está metade vazio. Percebeu-se que ela estava com a voz chorosa, conversamos pouco, conversar muito naquele momento poderia ser pior. Desliguei e chorei no travesseiro. Doía demais saber que estava longe dela.

No final das contas, depois de chorar tudo o que eu tinha que chorar, eu voltei, aquele mês infernal passou. E encontrei com Luiza, seus olhos azuis dessa vez brilhavam alegres e ela me disse: "eu não falei que tudo ficaria bem?". Sorri e a beijei.
Depois daquilo, desse mês tormentoso, percebemos que nosso amor era mais forte que tudo.
Eu tive sucesso profissional, não tanto quanto os meus pais, mas, o suficiente para viver bem e me fazer feliz. Dinheiro é necessário sim, mas, naquela época, o dinheiro ficava em segundo plano porque minha Luiza estava ali ao meu lado.
Aos meus 30 anos, nós tivemos nosso primeiro filho. Era um menino e nós demos o nome de João. João nasceu com os olhos expressivos da mãe, e eu amava-o demais. Era a continuação do meu amor por Luiza. Aos meu 33 anos, nossa menininha veio, chamava-se Julia. Não tinha os mesmos olhos da mãe, mas, o mesmo jeito alegre, esperançoso e aquela face que sempre aparentava dizer: "não se preocupe, tudo ficará bem".

Hoje, tenho meus 64 anos, meus filhos estão crescidos e longe de mim, junto com os seus amores. Procurei ensinar para eles que o amor não vai embora, ele apenas se renova a cada dia e aparentemente, eles aprenderam. Quando eles tinham alguma angústia, a mãe os acalmava do mesmo jeito doce e fazendo o mesmo que fazia comigo, dizendo: "não se preocupe, tudo ficará bem".
Sinto muita dor porque hoje Luiza não está mais ao meu lado. No ano passado um câncer de mama a levou, e ela continuava dizendo que tudo ficaria bem. Perguntei como tudo ficaria bem se eu poderia perdê-la a qualquer momento. Ela disse que tudo ficaria bem, porque nós realizamos nosso plano na Terra, nos amamos e tivemos nossos filhos igualmente amados e ensinados sobre o amor. Sobre a esperança e que tudo ficaria bem. Depois de ela ter me dito isso, percebi que o amor não iria passar estando ela ali ao meu lado ou não. Doeu muito quando ela foi embora, por muito tempo eu acordei, a sensação de vazio no meu corpo, senti a falta dos seus olhos expressivos e do seu amor dócil. Depois de alguns meses, acordava com o seu sussurro no meu ouvindo dizendo: "não se preocupe, tudo ficará bem". Só que agora com um acréscimo, ela falava: "sei que continua me amando e eu daqui, continuo te amando também. Porque amor verdadeiro, o amor que sentimos um pelo outro não acaba nunca".

INICIAR (Luana Vianna – 1º 8)

            O lápis está nervoso para ser gasto. Mas a autora não tem o que colocar no papel. O problema de escrever uma coisa é sempre começar. Quer dizer, na vida, todo primeiro passo é difícil. Os seres humanos têm medo de dar um passo em falso e estão sempre indecisos e confusos. Mas, se não houvesse pessoas corajosas e destemidas, jamais teríamos a vida que temos hoje.
            É necessário enfrentar o dragão que nos amedronta e confirmarmos no nosso potencial e, acima de tudo, levarmos com seriedade nossos problemas. Ter medo de errar não pode ser uma desculpa para se omitir.
            O covarde é o ser mais criativo, pois sempre inventa desculpas para a vida.
            O tempo que gastei pensado no que escrever não foi nem a metade do que gastei para fazê-lo.
            Agora tenho certeza de que meu lápis está contente, ser útil é a melhor coisa do mundo.