Sobre o Sartre COC
 Diferenciais Sartre COC
 Vai Acontecer
 Galeria de Fotos
 Ensino a Distância
 Seja nosso parceiro
 E-mail Corporativo
 Fale com a gente
 

 

FESTIVAL LITERÁRIO SARTRE COC - 2008 - SELECIONADOS

Categoria Infanto-Juvenil – POESIA

Onde está meu sentimento? (Luana Sad – 5ª 3)

Onde está meu sentimento?
Não sei bem nesse momento
Será que está numa canção
Ou está no coração?

O que é essa ilusão?
Não sei se é uma paixão
Mas está no coração

Onde está essa utopia?
Será que ela é minha
Ou é de mentirinha?

Está aqui em um vão
Bem dentro do coração
Ela é minha
Ela é sua
Ela é nossa paixão.

GENTE (Maria Sissy – 5ª 3)

Tem gente de todo tipo
Tem gente diferente
Tem gente inteligente
Tem gente surpreendente

Tem gente alta
Tem gente magra
Tem gente baixa
Tem gente chata

Tem gente que chega
E nunca mais sai
Tem gente que vai
Pra nunca mais

Tem gente de todo o tipo
Mas só um é a outra parte
Da sua metade
Só uma pessoa
É a que pertence ao seu coração

Sempre gostei de sonhar (Bruno – 5ª 1)

Sempre gostei de sonhar
Com esse ato crio coisas
Que nunca pensei imaginar

Às vezes, estou na aula
E coisas me vêem à tona,
Começo a criar um contexto
e aquela pequena coisa
Se torna um mundo!
Viajo pelo lugar
Começo a explorar
Conheço coisas que nunca vi antes

Minhas emoções nunca vi
Mas sempre senti
Senti aquele prazer
Aquela sensação
De procurar o que fazer
Começo a imaginar e a sonhar
E faço o dia amanhecer. 

Quando eu te vi - Bruna de Souza Pinto Iunes - 5ª 8

                 Quando eu te vi,
                 Meu coração palpitou,
                 Pensei que era amizade,
                 Só que já era amor.

                 Quando eu te vi,
                 Queria te falar,
                 Mas não tive palavras,
                 Para eu me expressar.

                Quando eu te vi,
                Queria te beijar,
                Mas não tive coragem,
                De você me aproximar.

                Mas quando me aproximei,
                Meu corpo estremeceu,
                Foi ai que eu percebi,
                Que você seria meu.

É PRECISO SENTIR   - (Vitória Lago – 5ª 3)

Sinta
Não tema
Sentir vale a pena

Guarde a vida
Guarde o mundo
Guarde o sentimento mais profundo

Sinta, sinta somente
Viva o sabor do presente

Sinta a alegria
Sinta dor
Ouça o canto de um beija-flor
Volte no tempo
Volte na vida
Sinta saudade da pessoa querida

Ame
Não tenha medo
De contar seu segredo
Sinta a Paz
Sinta coragem, meu rapaz
Ame
Cante
Dance
Viva
Sinta o ser humano
Pois você não é um boneco de pano

 

Categoria JUVENIL - Poesia

Raízes da Cidade (Thaiane Uchoa - 7ª 2)

Solitárias lágrimas de ferro escorrem
Deslizando pelo véu escuro da noite
E corpos frágeis, feridos pelo açoite
Nos braços da indiferença aos poucos morrem
Sem versos ou abraços que os façam sorrir
Sem algum motivo que os leve a lutar
Com os pés atados, ainda tentam caminhar
E aos poucos a vida tentam descobrir
Presos pelas correntes de um mundo frio
Tendo como tesouro apenas os seus valores
Seguem em frente, chorando as suas dores
E guardando a esperança em um olhar vazio
E quando o sol desponta no horizonte
Preenchendo o vazio de cada coração
Levantam para a guerra, sem nenhuma arma na mão
As marcas do esforço repousando em sua fronte
E quando cai a noite, trazendo a solidão
Deitam seus pobres corpos em seus leitos
E lançam-se aos mundos dos sonhos, mundos perfeitos
Sendo salvos pelos braços de uma doce ilusão

 

O que o amanhã tem a me mostrar (Leticia Ferreira Rodrigues - 7ª 7)

Abro os olhos, assustado
Por ser, o dia após o ontem
Estou vivo, morto ou na rua largado?
Sou uma vitima dos defeitos do homem

Vejo as crianças nas ruas
E as vigio com medo
Tão sós, pequenas e cruas
Aonde o mal chega mais cedo

Fogos que não brilham
Assustam, machucam e matam
Diminuem famílias que choram
Que querem um dia de paz

No outro lado da rua
Grandes prédios me olham com cara de maus
Pequenas se vendem nuas
Aqui ninguém é igual

Minha casa é um espaço público
Para a violência
E não sou único
Mas, lutamos para viver com persistência

Volto para casa
Fecho os olhos com medo
Queimo-me nessa brasa
O mal volta, mais tarde ou mais cedo.

 

Categoria Sênior - Poesia

Perseguição (Beatriz Santos Silva - 2º 4)

Estava a caminhar
Ouvindo passos a vagar
E uma sensação estranha me consumia
Tinha certeza, alguém me seguia
Mas quem seria?
Apressei e aumentei meus passos
Senti passos mais rápidos e mais próximos
Mas o  estranho é que nada ouvia
Sem entender continuei mais rápido
Com medo do que veria
E de repente uma luz forte e estranha clareou
Não sei a fonte só sei que veio e me assustou

PAREI!

Olhei pra trás e tudo estava em sua devida paz
Calmaria que me intrigava
Paz que me assustava
Mas eu sabia que alguém me seguia
Mas quem seria?
Decidi diminuir os passos pra ver o que acontecia
E a sensação de perseguição também diminuía
PAREI!
Só que não olhei pra trás
Pensei! O que seria demais?
Não quis arriscar, segui calmo sem medo de olhar
E de novo aquela luz forte me clareou
Peguei um espelho e continuei a caminhar
Só que dessa vez nada veio me atormentar
Porque percebi quem  eu estava a seguir
Era quem me seguia e que se assustou
Dizendo:“-Calma! Não faça nada
Só sou eu a lua, que apenas te guia”

Nineto do Desastre da Psiquê (Daniel Machado - 2º 2)

Nas profundezas da razão, que sente
Com doce pranto, em lume entente
O alicerce subconsciente, o desalento;
Que inconstante, acomete ao espanto
o ser cotidiano, de paradoxos, em frente
do mesmo âmago, da mesma sátira, que se esquente
um coração; terá a psiquê nos sentidos, um tanto
contraditórios, a deformação inevitável, o desalento!

No mundo, efervescente, nada é mais que uma retina
em observação; nem supera o que pode uma humana
mente conceber; tudo é ponto de vista, é tudo vão!
Até as honrarias do tempo vêm como um tufão,
Render-se ao vislumbramento, à condição terrena
de mudar a essência das cousas, tornando essência apenas
a vontade, imensurável, que urge no peito como um vilão,
Repelindo a verdade, o ângulo ao qual se submete a intenção!

Tudo que o desejo tece, efêmero, não é mais que desvirtude;
A ventura de transcender os véis do corpo febril,
O efeito sofrido de negar fortemente a realidade,
E carregar no choro uma utopia em prol do sonho vil,
É obra da psiquê, sombra que tormenta a plenitude,
Lamúria que empobrece a alma de razão, mortalha pueril!

O desastre está unicamente contido no pensamento,
Pois é tão farto o devaneio, que um puro evento
por si mesmo, tende a causar no ser uma impressão,
Que nunca a outro cause novamente! E assim cairão,
Aos pés da circunstância, os antagonismos enquanto
divergente comunhão; as leis, as regras, o desentendimento!

Eu não sei... (Matheus Silva - 2º 4)

Às vezes me sinto como se não soubesse de nada
Às vezes como se nada soubesse de mim...
Sinto que sei aquilo que preciso
E que preciso saber mais e mais...
Me dizem que nunca serei feliz, enquanto não parar com essa busca infantil
Escapei disso creio por um triz...ouço calmo e calado a voz vil...
Me perguntam diversos e digo...me perguntam então...e não sei...
Busco a resposta e não acho...me perguntam quem sou, e não sei...
E então quem eu sou ? Eu não sei...
Os livros a quem pergunto não dizem...
As pessoas que amo não falam...
Os deuses! Se existem...se calam...
E então quem me diz ? Quem eu sou ?
Desolado, cansado e vazio
Me recolho ao leito calado
Ouço um canto plangente e macio...É a voz do silêncio...cortado...
A mim mesmo entrego a questão,e percebo que sei responder...
E então quem eu sou ?-eu me digo-Sou o hoje,se assim posso dizer...
Amanhã serei hoje e mais um, e mais dois, e mais mil, um milhão!
Serei quem aqui sempre esteve, serei mente, alma e paixão!
Mas a dúvida não esvaesseu, e então ? quem sou eu ?
Ainda me sinto como se não soubesse de nada..e as vezes como se nada soubesse de mim
Parece-te estranho pensar assim ?
Eu sei! Mas não lhe posso dizer...
Apenas agora me orgulho ao saber!
E então quem eu sou ? eu não sei!
E então quem eu sou ? eu não sei!

Bate o sino (Karina Ramos - 2º 3)

Nasceu mais um dia
a queimar as almas
"mas podia ser diferente"
E o quadros pintados na rua
são imagens de duendes sem gorro
Os ajudantes do velhinho esqueceram
a magia embaixo da cama

Corpos sem rosto
Vidas sem vida
e o natal, o natal
foi vendido ao papai Noel
Aah, e a neve pura?
"comida pelos ratos"
E a esperança?
"queimada pelo sol"
A marca da coca-cola
pagou mais um otário
para usar uma barba falsa

Pergunte, pergunte por que
o velhinho se esqueceu
"ele ainda não morreu"
Meu salário é mínimo, e aí?
"ai!ai!" o resto fica no saco de  alguém
que faz a barba e cobre a cara com o gorro

Renas perdidas,
me dêem uma carona
porque o natal, o natal
nunca existiu aqui em casa
Minha casa: Onde é que fica?
"no canto da estrada"
E a minha comida?
"alguém já comeu antes"
As balas que aqui vejo
não são mais comestíveis
e tiram nosso sangue

Moço não tem um trocadinho para mim
Moço não tem um presentinho para mim
Por que seu filho ganhou um carro então?

Acendam a estrela
do menino que nasceu
No natal, no natal
é quando ele revive aqui
Cadê, ele não chegou?
"para mim ele morreu"
E quem matou?
"foi um filho de Deus"

E quando eu gritar! O que será?!
Se ainda tenho voz!
O natal, o natal
só acontece no inverno frio!
Mas, e aqui na terra?!
"a neve nos congela!"
E nossos corpos?!
"comidos pelos ratos!"
Eu e minha consciência
como loucos na esquina
esperaremos como irmãos o bom velhinho acordar

E o natal? "Acabou"
E o...? "Acabou"
E o natal? "Acabou
Acabou, acabou... Acabou."

 

Furor (Pedro Pitanga - 1º 3)

Se o perfume da rosa
Tiver furor igual aos seus lábios, sinto-me feliz
E se tiver límpida pureza igual a tua alma
Enfim serei mortal, sinto-me ferido

Se o gosto da carne me peca
O frenesi incessante me rega, sinto-me abastado
E se o desespero do instante me roga
Seus braços me acolhem sadios, sinto-me querido

Se o inanimado controla meu pensar
Sua bênção vem me resgatar, sinto-me protegido
E se a covardia me faz pensar
Sua coragem aquece meu peito, sinto-me acalorado

Se a duplicidade da discórdia
For tão bela quanto a estadia da sua bonança, sinto-me contente
E se a luz que os ímpios nao enxergam corta teus olhos
Minha mão vem te amparar, sinto-me existido

E se a luz que te ampara vem em feixe
Minhas asas lhe cobrirão o desejo, sinto-me agradecido
Mas se um dia nosso elo vir a se dissipar
Nosso pranto alcançará a eternidade,
Sinto-me perpétuo.

Copo meio vazio - Eduardo Maskel - 2º 4

O vazio do copo pela metade
De ainda não escorridos sangue, suor e lágrimas se enche
E o cheio que a outra metade preenche
Já escorre, sangra, arde

Se meus versos têm minha dor
A minha dor não tem meus versos
Apenas pensamentos dispersos
Desfazendo-se em matéria: massa, volume, cor

Agora tudo é ódio e nada
Nada é apenas farsa
Objetos imutáveis a descer uma escada
Pessoas nos degraus de cada dia que se passa

Rastejo por não ter onde subir
Rastejo pelo cansaço do cair
Descanso no chão onde sinto os passos
Apego-me à felicidade desses afetos escassos

Procurando tudo que não existe
O eu que me faz triste
Enfrento a guerra que trago em meu nome
Contra todos sozinho, sem sobrenome

Vendo o amanhecer do fundo desse poço
Da solidão da noite já faço o esboço
E sem nunca a solução esperar
Vivo o problema de nunca me encontrar